terça-feira, 19 de maio de 2009

CAT POWER

Pra mim, Cat Power é a maior cantora Indie Rock dos últimos tempos.


Filha de um pianista, desde muito cedo em contato com a música, largou o ensino médio e foi morar em Nova Iorque. Em 92 realizou seu primeiro show em um pub no Brooklin que segundo ela foi uma apresentação inteira de improvisações.


Nos anos subsequentes, abriu alguns shows da cantora Liz Phair e conheceu Steve Shelley (baterista do Sonic Youth) e Tim Foljahn (guitarrista do Two Dollar Guitar), que encorajaram a garota a gravar seus dois primeiros álbuns "Dear Sir" (1995) e "Myra Lee" (1996). Ambos gravados em Nova Iorque (no mesmo dia) em dezembro de 94. Em 96, além de assinar contrato com a gravadora Matador, gravou seu terceiro álbum intitulado "What Would the Community Think".


Após uma turnê de 3 meses, Cat Power abandonou a cena musical para trabalhar como babá em Portland e em seguida, se mudou para uma fazenda em Prosperity na Carolina do Sul com seu namorado Bill Callahan (Smog). Cat Power planejava abandonar a música definitivamente, mas após uma noite de pesadelos surgiu a inspiração (as letras) do álbum "Moon Pix", gravado no Sing Sing Studios em Melbourne na Austrália.


Com elogios da crítica, Cat Power passou a ser reconhecida pela cena do Indie Rock internacional. A cantora foi convidada a fazer o acompanhamento musical do filme mudo "A Paixão de Joana d´Arc", uma produção francesa de 1928. Nestes shows eram apresentados novos materiais e muitos covers, que deram origem ao álbum "The Covers Record" (2000), uma coletânea de versões tocadas por Cat entre 98 e 99.


Em 2003, Cat Power volta com canções novas no álbum "You are free", super elogiado e com a participação de músicos como Eddie Vedder e Dave Grohl. No ano seguinte, lançou seu primeiro DVD chamado "Speaking for Trees", acompanhado de um CD de áudio. Em 2006, a “bela” interrompeu sua turnê pelos EUA e pela Inglaterra por motivos de saúde. Mais tarde a própria cantora revelou ao The New York Times que estava em depressão profunda e com tendências suicidas devido ao uso de substâncias químicas e álcool, que passaram a fazer parte do cotidiano da cantora durante os ininterruptos shows e turnês. Após tratamento psquiátrico, Chan Marshall (Cat Power) retorna recuperada e lança aquele que é considerado o seu mais bem elaborado álbum "The Greatest" em 2006 – o que pra mim, é o melhor álbum até hoje de toda cena Indie Rock - com a colaboração de Al Green e do guitarrista Teenie Hodges. Praticamente um “flerte” da musa indie com o soul.


Por conta da turnê do seu mais recente disco, "Jukebox" (2008), a cantora realizou uma série de shows no Brasil no final de 2007 no Tim Festival. Na turnê nacional, a cantora passou por cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Vitória.


Assisti o show de São Paulo e confesso que além de todo talento escancarado, a garota é um colirio para os olhos: