Já fui muito sincericida e ser sincericida me mostrou o quão perigoso é. Tão perigoso quanto ser um mentiroso.
Sinceridade é como vinho, manteiga e doce, aprecie com moderação.
Saber calar é necessário.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
GRANDE BUKOWSKI
O amor é uma espécie de preconceito. A gente ama o que precisa, ama o que faz sentir bem, ama o que é conveniente. Como pode dizer que ama uma pessoa quando há dez mil outras no mundo que você amaria mais se conhecesse? Mas a gente nunca conhece.
Charles Bukowski
Charles Bukowski
terça-feira, 4 de agosto de 2009
BLOG DO NASI
A coisa mais divertida que vi nos últimos tempos.
Confesso que sempre estou de olho (e ansioso) para ler/assistir os novos posts.
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terça-feira, 14 de julho de 2009
LONGA VIDA AO REI
Daqui a algumas semanas, mais precisamente em 20 de julho, lá se vão 40 anos desde que a humanidade deu sua primeira voltinha na lua. Mas, pelo menos hoje, é melhor deixar esta lengalenga pra lá. Para os fãs de Michael Jackson, a "big opening" no cafofo de São Jorge só rolou mesmo 14 anos depois, no 25° aniversário da gravadora Motown. Foi naquela festa que Michael mostrou - e 50 milhões de norte-americanos acompanharam pela TV - pela primeira vez o moonwalk, seu famoso "andar pela lua".
E que o passo seja eterno enquanto dure - desde que dure para sempre. Tarefa fichinha para vários súditos do Rei do Pop, que continuam alimentando o site The Eternal Moonwalk. A manha é, basicamente, a seguinte: você grava sua interpretação do rodopio lunar e envia ao site. Aí, todos os vídeos são alinhados lado a lado, como se formassem uma gigantesca e multifacetada fila de moonwalking. Tem vídeo de famílias inteiras, "trenzinhos de moonwalk", robôs, animais de estimação e até o Gingerbread Man, aquele boneco de biscoito que os gringos devoram no Natal. Longa vida ao rei?
E que o passo seja eterno enquanto dure - desde que dure para sempre. Tarefa fichinha para vários súditos do Rei do Pop, que continuam alimentando o site The Eternal Moonwalk. A manha é, basicamente, a seguinte: você grava sua interpretação do rodopio lunar e envia ao site. Aí, todos os vídeos são alinhados lado a lado, como se formassem uma gigantesca e multifacetada fila de moonwalking. Tem vídeo de famílias inteiras, "trenzinhos de moonwalk", robôs, animais de estimação e até o Gingerbread Man, aquele boneco de biscoito que os gringos devoram no Natal. Longa vida ao rei?
terça-feira, 7 de julho de 2009
NA SALA DO TATA
Zapeando pela internet, encontrei um programa sensacional.
Mais sensacional ainda, é saber que o anfitrião da história é o amigo Tata Aeroplano.
Assista aqui.
Fazia tempo que não via algo tão novo, simples e despretensioso.
+
THIS WAS A THRILLER

O jornal britânico "The Guardian" postou em seu site, várias primeiras capas com a morte de Michael Jackson. De Londres a Bogotá.
A primeira selecionada foi a do carioca Extra, que escolhemos para ilustrar este post. Sob um fundo preto, vem a clássica luva branca embaixo; o nome e data de morte do cantor mais acima. E só.
Clique aqui para conferir como os jornais do mundo decidiram noticiar a morte do músico das 750 milhões de cópias vendidas.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
WIM WENDERS INTERROMPE FILME SOBRE PINA BAUSCH
Fonte: RollingStone BrasilO cineasta alemão Wim Wenders interrompeu a produção de Pina, produção em 3D que homenagearia a coreógrafa conterrânea Pina Bausch, morta no dia 30 de junho, aos 68 anos, cinco dias após diagnóstico de câncer.
Bausch, que recebe o crédito de ter revolucionado a dança moderna, era tema do primeiro filme sobre dança realizado com tecnologia 3D. Com sua morte, a produtora de Wenders, Neue Road Movies, anunciou a interrupção temporária do filme, informou a agência de notícias Reuters. O cineasta negociará com a companhia de Bausch, o Teatro de Dança Wuppertal, sobre como levar o projeto adiante.
Desde o ano passado, Wenders manifestava o desejo de tocar o quanto antes filme em colaboração com a coreógrafa. Em maio, durante o Festival de Cannes, ele divulgou que Bausch estaria a cargo da coreografia de uma produção em 3D, com filmagens começando em setembro.Duas semanas antes de morrer, a alemã havia estreado o espetáculo "Uma Peça de Pina Bausch 2009" (título provisório). Em setembro, a bailarina viria ao Brasil para apresentar obras-primas de sua carreira. Entre elas, "Café Müller", incorporada ao filme Fale Com Ela, do espanhol Pedro Almodóvar (assista o vídeo do post).
Bausch também esteve em E La Nave Va, do italiano Federico Fellini.
sábado, 4 de julho de 2009
APÓS O SILÊNCIO, VOLTO A POSTAR
Ele se foi, mais sua obra ficou.
Não vou postar um vídeo “onde tudo começou”, todos sabem bem...
Prefiro recordar (com aquele aperto no coração) uma das fases mais marcantes de minha vida. A música que faz apertar o coração, que traz o cheiro, a memória, os sentidos e a vontade de sorrir é essa:
Não vou postar um vídeo “onde tudo começou”, todos sabem bem...
Prefiro recordar (com aquele aperto no coração) uma das fases mais marcantes de minha vida. A música que faz apertar o coração, que traz o cheiro, a memória, os sentidos e a vontade de sorrir é essa:
Parafraseando Spielberg, encerro este post: “Assim como nunca haverá outro Fred Astaire, ou Chuck Berry e Elvis Presley, nunca haverá ninguém comparável a Michael Jackson. Seu talento, sua maravilha e seu mistério fazem dele uma lenda.”
quarta-feira, 10 de junho de 2009
FALANDO EM RENATO GODÁ...
Encontrei na internet este video do show que o Baretto (Hotel Fasano) apresentou:
quinta-feira, 21 de maio de 2009
FRASE DA SEMANA
"O confronto de certos sonhos com a realidade pode ser terrivelmente decepcionante, mas não é o caso de Fernando Henrique e Lula. Há milhões de razões para reclamar, mas ainda assim o resultado final é muito mais de coisas aproveitáveis do que de frustrações."
Caetano Veloso em uma das entrevistas de divulgação do seu mais recente álbum “Zii e Zie”.
Caetano Veloso em uma das entrevistas de divulgação do seu mais recente álbum “Zii e Zie”.
Publicarei algo sobre este álbum - que por sinal, tem a capa mais linda dos últimos tempos.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
TURNÊ EUROPÉIA
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Com disco saindo do forno e seu show recomendado pela revista “Time Out” inglesa, o paulistano Renato Godá embarcou na última segunda feira para a Europa onde fará uma série de apresentações. Os principais shows da turnê européia serão no Favela Chic em Londres e Paris.
Assim que retornar para o Brasil, Godá lançara seu disco (homônimo) no Terraço Itália na sequência voa para Buenos Aires onde se apresentará no Hotel Faena (de Philip Stark).
Patrocinadores da Turnê:
British Airways, Johnnie Walker e Usina Sonora.
Assim que retornar para o Brasil, Godá lançara seu disco (homônimo) no Terraço Itália na sequência voa para Buenos Aires onde se apresentará no Hotel Faena (de Philip Stark).
Patrocinadores da Turnê:
British Airways, Johnnie Walker e Usina Sonora.
terça-feira, 19 de maio de 2009
CAT POWER
Pra mim, Cat Power é a maior cantora Indie Rock dos últimos tempos.
Filha de um pianista, desde muito cedo em contato com a música, largou o ensino médio e foi morar em Nova Iorque. Em 92 realizou seu primeiro show em um pub no Brooklin que segundo ela foi uma apresentação inteira de improvisações.
Nos anos subsequentes, abriu alguns shows da cantora Liz Phair e conheceu Steve Shelley (baterista do Sonic Youth) e Tim Foljahn (guitarrista do Two Dollar Guitar), que encorajaram a garota a gravar seus dois primeiros álbuns "Dear Sir" (1995) e "Myra Lee" (1996). Ambos gravados em Nova Iorque (no mesmo dia) em dezembro de 94. Em 96, além de assinar contrato com a gravadora Matador, gravou seu terceiro álbum intitulado "What Would the Community Think".
Após uma turnê de 3 meses, Cat Power abandonou a cena musical para trabalhar como babá em Portland e em seguida, se mudou para uma fazenda em Prosperity na Carolina do Sul com seu namorado Bill Callahan (Smog). Cat Power planejava abandonar a música definitivamente, mas após uma noite de pesadelos surgiu a inspiração (as letras) do álbum "Moon Pix", gravado no Sing Sing Studios em Melbourne na Austrália.
Com elogios da crítica, Cat Power passou a ser reconhecida pela cena do Indie Rock internacional. A cantora foi convidada a fazer o acompanhamento musical do filme mudo "A Paixão de Joana d´Arc", uma produção francesa de 1928. Nestes shows eram apresentados novos materiais e muitos covers, que deram origem ao álbum "The Covers Record" (2000), uma coletânea de versões tocadas por Cat entre 98 e 99.
Em 2003, Cat Power volta com canções novas no álbum "You are free", super elogiado e com a participação de músicos como Eddie Vedder e Dave Grohl. No ano seguinte, lançou seu primeiro DVD chamado "Speaking for Trees", acompanhado de um CD de áudio. Em 2006, a “bela” interrompeu sua turnê pelos EUA e pela Inglaterra por motivos de saúde. Mais tarde a própria cantora revelou ao The New York Times que estava em depressão profunda e com tendências suicidas devido ao uso de substâncias químicas e álcool, que passaram a fazer parte do cotidiano da cantora durante os ininterruptos shows e turnês. Após tratamento psquiátrico, Chan Marshall (Cat Power) retorna recuperada e lança aquele que é considerado o seu mais bem elaborado álbum "The Greatest" em 2006 – o que pra mim, é o melhor álbum até hoje de toda cena Indie Rock - com a colaboração de Al Green e do guitarrista Teenie Hodges. Praticamente um “flerte” da musa indie com o soul.
Por conta da turnê do seu mais recente disco, "Jukebox" (2008), a cantora realizou uma série de shows no Brasil no final de 2007 no Tim Festival. Na turnê nacional, a cantora passou por cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Vitória.
Assisti o show de São Paulo e confesso que além de todo talento escancarado, a garota é um colirio para os olhos:

domingo, 17 de maio de 2009
SÓ MAIS UMA HISTÓRIA
Há um ano atrás, concedi uma entrevista para o jornal “O Valor Econômico” da cidade de São Paulo, falando sobre o mercado de ação cultural e eventos no Brasil.
Depois de veiculada a matéria fiquei refletindo sobre meu verbete. Na matéria disse que o Brasil ainda precisa obter uma confiança maior no atual “homem da pasta da cultura”.
Algum tempo depois do jornal chegar às bancas, viajei até uma “cidadezinha” de aproximadamente 140 mil habitantes para participar de uma reunião de negócios. Meu conceito mudou.
Descobri que para esse país começar a entrar no eixo, não só precisamos apostar todas nossas fichas no “homem da pasta da cultura” mais também, reservar algumas àqueles nomeados para representar o executivo em um evento que SIM, representa o município. Foi o que fiz.
Veja bem, quando digo que SIM representa um município, me refiro sobre a dotação – gostei dessa palavra – de R$ 350 mil que sai do município e destina-se a uma associação com o objetivo de alicerçar um grande evento que cá entre nós, é de interesse da cidade. Ele soma intercâmbios comerciais e industriais, fomenta a economia municipal além da contra-partida sócio-cultural.
Quando temos mão de obra e prestação de serviço local, é obvio que o governo municipal prioriza a contratação destas empresas. Uma vez constatada competência para tal.
O fato é que temos SIM uma empresa nesta “cidadezinha” de 140 mil habitantes que presta este tipo de serviço e em cada evento realizado gera mais de 300 empregos diretos e indiretos.
Uma empresa que já trabalha há mais de 5 anos representando a bandeira desta “cidadezinha” onde quer que ela passe. Já produziu eventos no Brasil e América Latina para empresas como: Jaguar, VIVO, MTV, C&A, Saraiva, Fasano entre outras do mesmo porte.
O estranhamento neste caso específico é que esta empresa sediada nesta “cidadezinha” passou uma proposta para a realização de um evento no valor de R$ 430 mil reais e teve sua proposta negada sob justificativa de que não havia verba disponível para tal proposta. Dias depois foi aprovado um orçamento de uma segunda empresa pertencente a um outro município que excedia em R$ 60 mil reais o valor da primeira proposta. Detalhe: a grade artística da empresa sediada na “cidadezinha” não deixava a desejar. Prova disso é que a atração ancora foi mantida assim como o discurso para a promoção do evento para a imprensa.
A verdade é que fatos como este é recorrente em lugares onde não encontramos ética e nenhum reconhecimento.
Vamos aos números:
O índice de capital investido no setor de eventos empresariais (e corporativos) supera o número de R$ 420 milhões (ano) só no interior de São Paulo. Já os eventos financiados (e promovidos) pelos governos municipais do interior paulista, ultrapassam a casa dos R$ 900 milhões (ano). Se a empresa contratada for sediada ou filiada na cidade onde será realizado este evento ela gera em média mais de 100 empregos diretos e 300 indiretos, sem falar dos tantos impostos e taxas que ficam retidos no município, favorecendo o giro e estimulando o crescimento natural.
As últimas pesquisas do IBGE mostram que a cultura no país assumiu uma importância de 6% a 7% do PIB. O PIB nacional está hoje em torno de R$ 2,3 trilhões e precisa crescer em torno de R$ 110 bilhões para manter o ritmo, as políticas sociais, a confiança nos governos e nas suas instituições.
Certamente, este é um assunto sobre o qual todos nós (brasileiros) interessados na promoção social e no bem-estar do nosso povo, deveríamos pensar. Apoiar a cultura, é apoiar o Brasil, é pensar em soluções no lugar de amargurar a crise.
Investir em eventos é procurar caminhos e trilha-los. Investir em eventos contratando empresas da nossa terra (cuja competência para determinado fim é inquestionável), é pensar no obvio.
Já que estamos falando aqui em senso comum, parafraseando Nietzsche vale lembrar que: “Para que haja homens maus basta que os bons não façam nada.”
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