quinta-feira, 21 de maio de 2009

FRASE DA SEMANA

"O confronto de certos sonhos com a realidade pode ser terrivelmente decepcionante, mas não é o caso de Fernando Henrique e Lula. Há milhões de razões para reclamar, mas ainda assim o resultado final é muito mais de coisas aproveitáveis do que de frustrações."
Caetano Veloso em uma das entrevistas de divulgação do seu mais recente álbum “Zii e Zie”.
Publicarei algo sobre este álbum - que por sinal, tem a capa mais linda dos últimos tempos.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

TURNÊ EUROPÉIA


Com disco saindo do forno e seu show recomendado pela revista “Time Out” inglesa, o paulistano Renato Godá embarcou na última segunda feira para a Europa onde fará uma série de apresentações. Os principais shows da turnê européia serão no Favela Chic em Londres e Paris.
Assim que retornar para o Brasil, Godá lançara seu disco (homônimo) no Terraço Itália na sequência voa para Buenos Aires onde se apresentará no Hotel Faena (de Philip Stark).
Patrocinadores da Turnê:
British Airways, Johnnie Walker e Usina Sonora.

terça-feira, 19 de maio de 2009

CAT POWER

Pra mim, Cat Power é a maior cantora Indie Rock dos últimos tempos.


Filha de um pianista, desde muito cedo em contato com a música, largou o ensino médio e foi morar em Nova Iorque. Em 92 realizou seu primeiro show em um pub no Brooklin que segundo ela foi uma apresentação inteira de improvisações.


Nos anos subsequentes, abriu alguns shows da cantora Liz Phair e conheceu Steve Shelley (baterista do Sonic Youth) e Tim Foljahn (guitarrista do Two Dollar Guitar), que encorajaram a garota a gravar seus dois primeiros álbuns "Dear Sir" (1995) e "Myra Lee" (1996). Ambos gravados em Nova Iorque (no mesmo dia) em dezembro de 94. Em 96, além de assinar contrato com a gravadora Matador, gravou seu terceiro álbum intitulado "What Would the Community Think".


Após uma turnê de 3 meses, Cat Power abandonou a cena musical para trabalhar como babá em Portland e em seguida, se mudou para uma fazenda em Prosperity na Carolina do Sul com seu namorado Bill Callahan (Smog). Cat Power planejava abandonar a música definitivamente, mas após uma noite de pesadelos surgiu a inspiração (as letras) do álbum "Moon Pix", gravado no Sing Sing Studios em Melbourne na Austrália.


Com elogios da crítica, Cat Power passou a ser reconhecida pela cena do Indie Rock internacional. A cantora foi convidada a fazer o acompanhamento musical do filme mudo "A Paixão de Joana d´Arc", uma produção francesa de 1928. Nestes shows eram apresentados novos materiais e muitos covers, que deram origem ao álbum "The Covers Record" (2000), uma coletânea de versões tocadas por Cat entre 98 e 99.


Em 2003, Cat Power volta com canções novas no álbum "You are free", super elogiado e com a participação de músicos como Eddie Vedder e Dave Grohl. No ano seguinte, lançou seu primeiro DVD chamado "Speaking for Trees", acompanhado de um CD de áudio. Em 2006, a “bela” interrompeu sua turnê pelos EUA e pela Inglaterra por motivos de saúde. Mais tarde a própria cantora revelou ao The New York Times que estava em depressão profunda e com tendências suicidas devido ao uso de substâncias químicas e álcool, que passaram a fazer parte do cotidiano da cantora durante os ininterruptos shows e turnês. Após tratamento psquiátrico, Chan Marshall (Cat Power) retorna recuperada e lança aquele que é considerado o seu mais bem elaborado álbum "The Greatest" em 2006 – o que pra mim, é o melhor álbum até hoje de toda cena Indie Rock - com a colaboração de Al Green e do guitarrista Teenie Hodges. Praticamente um “flerte” da musa indie com o soul.


Por conta da turnê do seu mais recente disco, "Jukebox" (2008), a cantora realizou uma série de shows no Brasil no final de 2007 no Tim Festival. Na turnê nacional, a cantora passou por cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Vitória.


Assisti o show de São Paulo e confesso que além de todo talento escancarado, a garota é um colirio para os olhos:



domingo, 17 de maio de 2009

SÓ MAIS UMA HISTÓRIA


Há um ano atrás, concedi uma entrevista para o jornal “O Valor Econômico” da cidade de São Paulo, falando sobre o mercado de ação cultural e eventos no Brasil.

Depois de veiculada a matéria fiquei refletindo sobre meu verbete. Na matéria disse que o Brasil ainda precisa obter uma confiança maior no atual “homem da pasta da cultura”.

Algum tempo depois do jornal chegar às bancas, viajei até uma “cidadezinha” de aproximadamente 140 mil habitantes para participar de uma reunião de negócios. Meu conceito mudou.

Descobri que para esse país começar a entrar no eixo, não só precisamos apostar todas nossas fichas no “homem da pasta da cultura” mais também, reservar algumas àqueles nomeados para representar o executivo em um evento que SIM, representa o município. Foi o que fiz.

Veja bem, quando digo que SIM representa um município, me refiro sobre a dotação – gostei dessa palavra – de R$ 350 mil que sai do município e destina-se a uma associação com o objetivo de alicerçar um grande evento que cá entre nós, é de interesse da cidade. Ele soma intercâmbios comerciais e industriais, fomenta a economia municipal além da contra-partida sócio-cultural.

Quando temos mão de obra e prestação de serviço local, é obvio que o governo municipal prioriza a contratação destas empresas. Uma vez constatada competência para tal.

O fato é que temos SIM uma empresa nesta “cidadezinha” de 140 mil habitantes que presta este tipo de serviço e em cada evento realizado gera mais de 300 empregos diretos e indiretos.

Uma empresa que já trabalha há mais de 5 anos representando a bandeira desta “cidadezinha” onde quer que ela passe. Já produziu eventos no Brasil e América Latina para empresas como: Jaguar, VIVO, MTV, C&A, Saraiva, Fasano entre outras do mesmo porte.

O estranhamento neste caso específico é que esta empresa sediada nesta “cidadezinha” passou uma proposta para a realização de um evento no valor de R$ 430 mil reais e teve sua proposta negada sob justificativa de que não havia verba disponível para tal proposta. Dias depois foi aprovado um orçamento de uma segunda empresa pertencente a um outro município que excedia em R$ 60 mil reais o valor da primeira proposta. Detalhe: a grade artística da empresa sediada na “cidadezinha” não deixava a desejar. Prova disso é que a atração ancora foi mantida assim como o discurso para a promoção do evento para a imprensa.

A verdade é que fatos como este é recorrente em lugares onde não encontramos ética e nenhum reconhecimento.

Vamos aos números:
O índice de capital investido no setor de eventos empresariais (e corporativos) supera o número de R$ 420 milhões (ano) só no interior de São Paulo. Já os eventos financiados (e promovidos) pelos governos municipais do interior paulista, ultrapassam a casa dos R$ 900 milhões (ano). Se a empresa contratada for sediada ou filiada na cidade onde será realizado este evento ela gera em média mais de 100 empregos diretos e 300 indiretos, sem falar dos tantos impostos e taxas que ficam retidos no município, favorecendo o giro e estimulando o crescimento natural.

As últimas pesquisas do IBGE mostram que a cultura no país assumiu uma importância de 6% a 7% do PIB. O PIB nacional está hoje em torno de R$ 2,3 trilhões e precisa crescer em torno de R$ 110 bilhões para manter o ritmo, as políticas sociais, a confiança nos governos e nas suas instituições.

Certamente, este é um assunto sobre o qual todos nós (brasileiros) interessados na promoção social e no bem-estar do nosso povo, deveríamos pensar. Apoiar a cultura, é apoiar o Brasil, é pensar em soluções no lugar de amargurar a crise.

Investir em eventos é procurar caminhos e trilha-los. Investir em eventos contratando empresas da nossa terra (cuja competência para determinado fim é inquestionável), é pensar no obvio.

Já que estamos falando aqui em senso comum, parafraseando Nietzsche vale lembrar que: “Para que haja homens maus basta que os bons não façam nada.”